Santos, 22 de Dezembro de 2014

Apresentação

A complexidade das relações econômicas atualmente existente no mercado torna a atuação das empresas, independente de seu tamanho e segmento de atuação, igualmente complexa, transformando o correto entendimento das relações financeiras, em uma vantagem competitiva extremamente importante. Pensando nisso selecionamos alguns conceitos fundamentais para as tomadas de decisões.

Objetivo da Empresa:

O principal objetivo de qualquer empresa, independente de sua forma de constituição, é ter o seu valor maximizado através da atividade de produção de bens ou prestação de serviços para venda no mercado.

Alavancagem:

Alavancagem significa a capacidade de uma empresa utilizar ativos ou fundos a um custo fixo de forma a maximizar o retorno de seus proprietários. Como existe uma relação direta entre risco e rentabilidade, onde quando maior o risco, maior o retorno e vice versa, alavancagens crescentes significam um grau maior de incerteza quanto a rentabilidade projetada e por extensão, um retorno esperado maior.

Alavancagem Operacional:

A alavancagem operacional é determinada em função da relação existente entre as receitas operacionais e o lucro antes de juros e imposto de renda, conhecido como LAJIR (este conceito confunde-se com o lucro operacional),

Alavancagem Financeira:

Podemos definir a alavancagem financeira como a capacidade da empresa em maximizar o lucro liquido por unidade de cotas no caso de uma empresa por cotas de responsabilidade limitada ou por ações no caso de uma sociedade anônima, através da utilização de encargos financeiros fixos.

Apropriação de Receita:

Apropriação das receitas que podem ser associadas a um produto individual (serviço, cliente, etc) de maneira economicamente viável (custo efetivo).

Apropriação do Custo:

Termo geral que engloba(1) a apropriação direta dos custos a um objeto de custo e (2) o rateio dos custos indiretos ao objeto de custo.

Benchmark:

Ponto de referência em relação ao qual podem ser feitas comparações.

Benchmarking:

Processo contínuo de mensuração de produtos, serviços ou atividades em relação aos níveis ótimos de desempenho.

Capital de Giro:

Diferença entre os ativos e passivos circulantes ou entre o Patrimônio Liquido acrescido do Exigível a Longo Prazo e o Ativo Permanente acrescido do Realizável a Longo Prazo. A diferença significa o montante de recursos a longo prazo aplicados no financiamento das necessidades correntes de recursos da empresa, ou seja o grau de sucesso obtido pela empresa em obter recursos de longo prazo para financiamento das necessidades de curto prazo.

Centro de Custo:

Unidade acumuladora de custos; centro de responsabilidade em que o gerente responde somente pelos custos.

Ciclo de Caixa:

Um dos fatores mais importantes na determinação da necessidade de capital de giro. O ciclo de caixa é definido como o tempo decorrido entre o pagamento da matéria-prima e o recebimento do produto da venda. Durante esse período os recursos da empresa estão aplicados no capital de giro.

Controle e Acompanhamento:

O monitoramento do contas a receber é fundamental para boa saúde financeira de uma empresa. O acompanhamento deve ser constante de forma a detectar quaisquer variações negativas e permitir a tomada imediata de medidas corretivas.

Custeio Direto:

Custeio direto (ou variável) é o método de se avaliar os estoques de produtos atribuindo-se a eles apenas e tão somente os custos variáveis de fabricação, sendo os custos fixos descarregados diretamente como despesas do período.

Custeio por Absorção:

Custeio por absorção significa a apropriação, aos produtos elaborados pela empresa, de todos os custos incorridos no processo de fabricação, quer estejam diretamente vinculados ao produto, quer se refiram à tarefa de produção em geral e só possam ser alocados aos bens fabricados indiretamente, isto é, mediante rateio.

Custo:

Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens e serviços: são todos os gastos relativos à atividade de produção.

Custo ABC:

O custo ABC - Activity Basead Costing é uma das maneiras que dispomos para calcular os custos da empresa, mas não a única. O custo ABC, é uma metodologia que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos.

Custo de Capital:

Custo de capital pode ser definido como a taxa de retorno necessária a cobertura das despesas financeiras geradas por investimentos realizados por uma empresa, de forma a manter inalterado o valor atual dos lucros esperados. A determinação do custo de capital é fundamental para as decisões de investimento seja através da compra ou do aluguel de um bem e para a definição da estrutura de capital.

Custo de Manutenção de Estoque:

O custo de manutenção de estoque é composto do investimento realizado em estoques, acrescido dos custos financeiros relativos a armazenagem, manuseio, impostos, seguros, depreciação e obsolescência. O valor do custo de manutenção é igual ao custo unitário de manutenção de cada item componente do estoque multiplicado pelo estoque médio ( o estoque médio no período vai depender da freqüência em que os pedidos de renovação dos estoques são colocados).

Custo de Oportunidade de Capital:

Sempre que você for investir decida por uma alternativa de investimento em detrimento às demais opções existentes naquele momento, utilizando implicitamente o critério de optar pela alternativa que lhe gerará o maior retorno.

Custo de Produção:

É o custo do que foi produzido no período.

Custo de Transformação:

Representa o esforço da empresa para transformar o material, adquirido do fornecedor, em produto acabado. É a soma da mão-de-obra direta mais os gastos gerais de fabricação (GGF).

Custo Direto:

São aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados, porque há uma medida objetiva de seu consumo nesta fabricação.

Custo dos Produtos Fabricados:

Representa a soma dos custos dos produtos fabricados até o momento do encerramento do exercício, ou seja, é o custo da produção do período mais o custo da produção dos períodos anteriores ainda em estoque.

Custo dos Produtos Vendidos:

É o custo dos produtos entregues aos clientes no período, ou seja, o custo dos produtos acabados que saíram do depósito. Representa a parcela de custo confrontada com a receita visando a apuração do resultado.

Custo Fixo:

Custos fixos são aqueles cujos valores são os mesmos qualquer que seja o volume e produção da empresa. É o caso, por exemplo, do aluguel da fábrica. Este será cobrado pelo mesmo valor qualquer que seja o nível de produção, inclusive no caso da fábrica nada produzir.

Custo Indireto:

São os custos que dependem de cálculos, rateios ou estimativas para serem apropriados em diferentes produtos, portanto, são os custos que só são apropriados indiretamente aos produtos. O parâmetro utilizado para as estimativas é chamado de base ou critério de rateio.

Custo Padrão:

É um custo determinado da forma mais cientifica possível pela engenharia de produção da empresa, dentro de condições ideais de qualidade dos materiais, de eficiência da mão-de-obra, com o mínimo de desperdício de todos os insumos envolvidos.

Custo Padrão Corrente:

Situa-se entre o ideal e o estimado. Ao contrário deste último, para fixar o corrente, a empresa deve proceder a estudos para uma avaliação da eficiência da produção. Por outro lado, ao contrário do Ideal, leva em consideração as deficiências que reconhecidamente existem, mas que podem ser sanadas pela empresa, pelo menos a curto e médio prazos. Este tipo de custo-padrão pode ser considerado o mais adequado para fins de controle.

Custo Padrão Estimado:

É aquele determinado simplesmente através de uma projeção, para o futuro, de uma média dos custos observados no passado, sem qualquer preocupação de se avaliar se ocorreram ineficiências na produção.

Custo Primário:

É a soma da matéria-prima mais a mão-de-obra direta.

Custo Semi-Fixo:

Custos semi-fixos são custos que são fixos numa determinada faixa de produção, mas que variam se há uma mudança nesta faixa.

Custo Semi-Variável:

Custos semi-variáveis são custos que variam com o nível de produção mas que, entretanto, têm uma parcela fixa que existe mesmo que não haja produção. É o caso, por exemplo, da conta de energia elétrica da fábrica, na qual a concessionária cobra uma taxa mínima mesmo que nada seja gasto no período, embora o valor da conta dependa do número de quilowatts consumidos e, portanto, do volume de produção da empresa.

Custo Variável:

Custos variáveis são aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa. Exemplo: matéria-prima consumida. Se não houver quantidade produzida, o custo variável será nulo. Os custos variáveis aumentam à medida em que aumenta a produção.

 
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