Você já parou para pensar como a economia mudou nos últimos 20 anos? Lembra-se que antigamente tudo era mais fácil? Não faltavam empregos, muito pelo contrário, as empresas “caçavam” funcionários.
Era muito comum alguém abrir um negócio e em pouco tempo ficar rico.
Existem várias pessoas que ainda tem 50 imóveis, um padrão de vida altíssimo, tudo conseguido naquela época em que ganhar dinheiro era bem mais fácil, as oportunidades estavam ali, bastava o indivíduo ter algum capital, coragem para investir e tino para o negócio. Para você conseguir fazer isso hoje em dia é praticamente impossível.
São raríssimos os casos de enriquecimento rápido nos dias atuais. É claro que ouvimos falar que o fulano criou um site e, em dois anos, vendeu para uma multinacional por dois milhões de dólares.
Realmente isso eventualmente acontece, mas, paralelamente, milhares de pessoas criaram novos negócios e faliram. Tudo isso se deve à globalização. Isso mesmo, a tão sonhada e decantada globalização.
E você? Em qual grupo se encontra? Está devendo aos bancos? Estourado no cartão? Já não sabe mais se torce para o mês começar ou acabar?
Leia
alguns trechos do Livro:
Capítulo:
Nota do Autor
O objetivo deste livro é tentar levar, às pessoas endividadas, um pouco de conhecimento financeiro para que possam perceber o quanto perdem com a má administração das finanças pessoais. Quando se está num processo de endividamento, a primeira coisa a ser feita é localizar o problema e corrigi-lo.
Do contrário, a tendência é que o quadro piore cada vez mais, levando à perda de noites de sono e ao surgimento de doenças em decorrência da somatização, quando nosso corpo envia sinais de que a situação não está boa.
Daí, caso nada seja feito, além dos problemas financeiros acabamos ganhando, paralelamente, problemas de saúde. Nessa hora, devemos ter calma e, principalmente, ter vontade de mudar a situação, inverter o jogo, não nos entregarmos, pois é importante termos a consciência de que é possível sair do buraco. Porém, serão necessários esforço e perseverança, já que somente os fortes conseguem sobreviver.
Capítulo:
Orçamento
Neste capítulo, falaremos sobre seu orçamento familiar.
Você sabe o que significa a palavra orçamento? Provavelmente você pensou em algum pedreiro que, em alguma ocasião, deu-lhe um “orçamento” para reformar seu banheiro. Ou, então, quando decidiu trocar seu computador e ligou para três lojas para solicitar um “orçamento”, baseado na configuração desejada.
A definição da palavra orçamento, segundo o dicionário Aurélio, é a seguinte:
1. Ato ou efeito de orçar. 2. Cálculo da receita e da despesa. 3. Cálculo das despesas para realização de uma obra.
Como dissemos o fato de orçar uma obra ou a compra de um bem, móvel ou imóvel, está correto, encaixa-se em ato ou efeito de orçar.
Você já reparou que, constantemente, os noticiários falam sobre o orçamento do governo para o próximo ano? E certa despesa não estava prevista no orçamento? Pois bem, isso significa que, num determinado momento, o governo descreve, no papel, as receitas e despesas do próximo exercício, ou seja, do próximo ano.
É um raciocínio lógico. Preciso saber o quanto ganharei para planejar o quanto vou gastar. Detalhe: o planejamento da receita é uma estimativa, pois como saber se perderemos o emprego? É impossível prever e, por isso, não podemos nos esquecer dos imprevistos.
Capítulo:
Bancos
Se você tem problemas financeiros, é praticamente certo que deve aos bancos. O banco é um problema terrível, precisa ser resolvido com máxima urgência. Na verdade, banco bom é banco de praça, que fica lá quietinho, não cobra taxas por utilização e, quando você precisa depositar seus fundos, continua lá, impassível e receptivo.
Já outros bancos, aqueles onde depositamos dinheiro e realizamos as mais diversas transações financeiras, tratam-no como rei somente enquanto você não precisa deles. É no período em que sua conta está positiva, apresenta vários investimentos, planos de capitalização, seguros, enfim, quando você tem dinheiro.
Seus problemas com os bancos começam na escassez ou falta de dinheiro. É tiro e queda, não conheço exceção (a não ser, é claro, que você seja o dono do banco). No momento em que começa a ficar sem dinheiro, simultaneamente iniciam-se os problemas bancários. O panorama a seguir provavelmente foi vivido por você e milhares de outras pessoas.
Capítulo:
Cartão de Crédito
Agora, falemos sobre o grande vilão da história.
Vamos falar do cartão de crédito, uma facilidade que acabou com o sossego dos gastadores compulsivos. Estar em um shopping, munido de cartão de crédito, representa uma verdadeira arma para muitos e, principalmente, para um expressivo contingente de mulheres. O pequeno cartão de plástico pode levar uma pessoa para o buraco das dívidas em seis meses.
Você, leitor, se tiver problemas financeiros, responda sinceramente: como está a fatura do seu cartão? O pagamento está em dia? Você pagou o valor integral da fatura ou apenas o mínimo? Sabe o quanto cobram de juros? Não tem idéia, não é? Pois bem, os juros do cartão de crédito são, em média, de 12% ao mês. Não achou muito?
Capítulo: Financiamento
Gostaria de saber qual sua atitude diante de um financiamento? Ao financiar, você opta pela menor taxa de juros? Ou analisa de acordo com o valor da parcela, independentemente da quantidade?
Se você é do tipo que aprecia apenas o valor da parcela em razão do orçamento, é aconselhável mudar de atitude, caso contrário, dificilmente sairá das dividas.
As taxas de juros aplicadas no Brasil são das mais altas do mundo. O governo estipula a taxa básica de juros (a taxa Selic, da qual você já deve ter ouvido falar na televisão ou nos jornais), que atualmente é cerca de 19,0% ao ano.
Porém, as taxas praticadas pelo mercado são completamente diferentes: cartão de crédito, em média 12% ao mês; limite de conta (cheque especial), em média 10% ao mês; empréstimo pessoal, em média 6% ao mês; financiamento de veículos, em média 3 a 5% ao mês; financiamento de eletrodomésticos, em média 3 a 7% ao mês. Como você pode notar, a taxa do governo não é muito respeitada.
Capítulo: Brasil
Neste capítulo, vamos falar um pouco sobre nossa casa, nosso país.
Responda: você acha que tem dívidas por causa do Brasil? Você está ganhando pouco porque no Brasil ninguém ganha bem? Em nosso país nada vai para frente? No Brasil, não há lugar para pessoas honestas? Para se ganhar dinheiro neste país é preciso roubar, ser corrupto?
Caso você se identifique com tais questões, sugiro que, a partir de hoje, reveja seus conceitos, pois podem estar ultrapassados.
Primeiro, entendamos a diferença entre conceito e preconceito. Podemos afirmar que conceito é a formulação de uma idéia por palavras. Já preconceito seria uma idéia pré-concebida.
Portanto, quando definimos algo como errado, sem os conhecimentos necessários para avaliar corretamente a situação, estamos pré-concebendo uma idéia, ou seja, um conceito. Na verdade, conceitos devem ser ampliados a todo momento, pois caso fiquem estagnados, inalterados, transforman-se em preconceitos.
“Atualize seus conceitos para não transformar sua vida em um arquivo de preconceitos”
Capítulo: Casa Própria
O assunto casa própria é delicado, pois, como digo sempre, cada pessoa age da maneira que acha mais conveniente. Entretanto, devemos prestar atenção e ter cuidado na hora de tomar tal decisão.
Primeiro vamos discutir segurança, que representa o fato de ter uma casa própria quitada.
Não temos o poder de ver o futuro e prever o amanhã. Hoje estamos trabalhando, temos saúde, família, o normal. Se tiver uma casa quitada, viverá mais tranqüilo, pois se perder o emprego, saberá que ao menos terá onde morar.
Dependendo da sua idade, terá mais dificuldades para conseguir um novo emprego e poderá até optar por fazer “bicos”, pois não precisará se preocupar com aluguel. Essa situação oferece uma certa tranqüilidade. Não deve ser fácil morar de favor na casa de parentes ou amigos.
Quando não há opção, morar de favor é uma alternativa. Infelizmente, milhares de pessoas acabam por morar até mesmo na rua ou debaixo de um viaduto. Aliás, um quadro cada vez mais comum nas grandes cidades.
Não podemos negar que, ao conquistar a casa própria, sonho tão almejado por grande parcela da população brasileira, provavelmente teremos noites de sono mais tranqüilas. Quando adquire sua casa, você investe seu dinheiro em um imóvel e praticamente não o vê mais. Mas seu dinheiro foi bem aplicado.
Com essa prática, muitas famílias passam a levar uma vida mais regrada, pois investiram todas as economias neste sonho e não poderiam gastar como antes. Tal economia é extremamente válida.
Vejamos a casa própria enquanto investimento.
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