Santos, 05 de Setembro de 2010
Lançamento - Juro, nunca mais!
Livro: Juro, nunca mais!
Autor: Fábio Henrique
Editora: Comunnicar Editora
Preço:
R$ 48,00 ( Frete e impostos inclusos )
Formato do Livro 16x23cm
176 páginas



 
 

Capítulo: Emprego

Neste capítulo, trataremos da sua fonte de renda, ou seja, do seu emprego. Caso tenha um negócio próprio, falaremos dessa situação nos capítulos seguintes.

Vamos iniciar o assunto com alguns questionamentos.

Você acha que ganha o quanto vale? Acha que está em crise, sem dinheiro, com problemas financeiros, por causa do salário baixo?

Basicamente, podemos dividir os funcionários de qualquer empresa em dois grupos. Os que fazem parte das soluções e os que são parte dos problemas.

Em que grupo você pensa estar? Quando seu chefe é chamado à diretoria porque seu departamento não está atingindo metas, você se sente feliz? Quando um novo funcionário é contratado, dedicado e aplicado, você o considera um “puxa saco”? Quando algum procedimento é alterado na empresa, você opina dizendo que “em time que está ganhando não se mexe”?

Quando fica sabendo que a empresa tem problemas de resultados e precisam cortar pessoal, tem medo de perder seu emprego? Quando a empresa estabelece metas, normalmente pensa que serão atingidas? Em relação à postura, você é do tipo que trabalha com a CLT embaixo de um braço e a Convenção Coletiva do seu sindicato embaixo do outro? Sobre faltas, é dos que vivem doentes, cuja leitura predileta é bula de remédio?

No ambiente de trabalho, costuma falar sobre assuntos variados ou do que mais gosta é falar da vida dos outros, uma pessoa crítica e fofoqueira? Para finalizar os questionamentos, gostaria de saber há quanto tempo não envia curriculum vitae para alguma empresa.


Capítulo: Parentes & Amigos

Neste capítulo, vamos abordar relações financeiras entre parentes e amigos.

Talvez, neste momento, você não esteja com problemas financeiros. Mas está sem crédito na praça, pois emprestou um cheque para o seu cunhado e ele não o pagou porque perdeu o emprego?

Ou, então, está com nome sujo devido a um crediário que abriu em seu nome para sua irmã comprar uma geladeira e um fogão, e ela, após a separação daquele marido chato acabou não pagando?

Na verdade, todos nós estamos sujeitos a muitos desses problemas.
É comum precisarmos fazer favores e, em outros momentos, pedir favores a alguém.


Capítulo: Filhos

Vamos imaginar que você realmente esteja enrolado, cheio de dívidas, com o nome sujo, acha que seu problema é motivado pelas despesas com seus filhos que querem tudo, pedem tudo e não o deixam em paz. Eles contam, até mesmo, com o aval de sua esposa. Ela acredita que seus filhos devem ter tudo que os amiguinhos têm.

Claro que desejamos dar tudo do bom e do melhor para nossos filhos. Especialmente pessoas que tiveram infância pobre, sempre querem suprir seus filhos com tudo que não tiveram, para que não passem o sufoco que passaram quando crianças.

É uma forma de realização pessoal, projetando nos filhos o que gostariam de ter feito quando crianças, os brinquedos e roupas que desejaram e que não tiveram. Mas devemos partir do princípio que, no caso de uma família, as despesas têm que se encaixar nas receitas e não existe mágica nem milagre.

Você pode brigar, indignar-se, xingar, reclamar a Deus, rezar para Ele e todos os santos, fazer o que quiser. Entenda que a matemática é uma ciência lógica e exata e que, caso sua renda mensal familiar seja de R$2.000,00, você terá que gastar mensalmente apenas estes R$2.000,00. Caso gaste R$1,00 a mais, é sinal de que está devendo R$1,00 para alguém e que, provavelmente, pagará juros sobre este valor.


Capítulo: Lazer

O assunto lazer é fundamental, pois está ligado diretamente à vida financeira. É difícil abordar este tema em um livro de finanças, não há respostas exatas.

Devo trabalhar agora para aproveitar o lazer depois? Quem garante que disporei do “depois”? Aproveito hoje porque não sei se haverá amanhã? Enquanto sou jovem, aproveito para me divertir e, quando mais velho, aí pensarei no futuro?

A vida se apresenta de maneira diferente às pessoas, os desfechos também são únicos. Alguns trabalharam quatorze horas por dia, durante trinta anos e, quando se preparam para aproveitar o merecido lazer, falecem. Por outro lado, há pessoas que pouco trabalham, divertem-se muito e ainda recebem uma herança não esperada, ou mesmo um prêmio da loteria federal. Não sabemos o que o futuro nos reserva.

Capítulo: Aposentadoria

Vou iniciar esse capítulo fazendo um sério questionamento.

Você tem certeza de que, quando chegar o dia da aposentadoria, as regras ainda serão as mesmas de hoje? Será que a previdência vai falir? Será que o próximo governo se preocupará com a previdência? Os desfalques do INSS terão fim?

Nosso país é realmente uma loucura, principalmente a previdência. Vivemos um momento crucial, quando o governo está sendo obrigado a mudar as regras do jogo para garantir a continuidade do órgão. Já aconteceu em vários paises. O desequilíbrio entre receitas e benefícios pagos, se não for equacionado, certamente acabará com a previdência em pouco tempo.

Já que não tenho certeza de que vou receber a merecida pensão quando chegar minha vez; nem mesmo sei se a previdência vai “quebrar”; se os próximos governantes vão tratar o assunto com a seriedade que merece, o que devo fazer? Ora, meu amigo, tenho que pensar no agora, pois a cada ano o problema só aumenta.

Capítulo: Você

Como sempre digo, quando conversamos com pessoas endividadas, geralmente não sabem ao certo quanto devem, ou muitas vezes tentam se enganar.

Uma característica comum entre elas é sempre culpar alguém: “Estou nesta situação por causa do governo”, ou “A empresa em que trabalho é uma porcaria”, ou ainda, “Já viu como tudo aumenta neste país, menos o salário!”.

É claro que problemas existem e somos obrigados a conviver com eles. Entretanto, há um ditado que diz: “Em época de crise, alguns choram e outros vendem lenços” Já que vivemos nesse cenário e sabemos suas características, não nos resta outra solução a não ser adaptarmo-nos a ele.

Iniciei este capítulo dessa maneira para mostrar que, muitas vezes, o problema somos nós e não os outros. Procure refletir como andam seus pensamentos, anseios e fantasias em relação ao dinheiro.

Será que você é uma pessoa que não consegue controlar seus desejos de consumo? Você pode estar endividado por não ter controle sobre seus desejos. É comum nos dias de hoje.

Diga com sinceridade se já foi a uma loja comprar algo caro, que não poderia comprar naquele momento, mesmo assim comprou, com a velha justificativa: “Estou me dando esse presente porque mereço.


Capítulo: Empresa

Talvez você esteja enfrentando problemas financeiros porque é proprietário ou sócio de uma empresa ou comércio e a situação não está boa. Nesse contexto, o maior prejudicado é você que, afinal de contas, é o dono do negócio.

Quando a empresa atravessa problemas financeiros, geralmente os proprietários são os primeiros atingidos. Claro que toda regra tem exceção. Em alguns casos, proprietários preferem quebrar a empresa a abrir mão do padrão de vida pessoal. É um erro imperdoável, pois no futuro não terão a empresa e perderão a renda.

O importante é acertar as contas, apertar o orçamento para equilibrar as receitas, tanto da empresa quanto da vida pessoal.

Capítulo: Endividamento

Neste capítulo, vamos tratar de suas dívidas. Quando analisamos as dívidas de alguém, podemos defini-las em três situações:

1. Gastão – A pessoa tem dívidas, mas a situação está sob controle. Ela paga juros no cheque especial, estoura no cartão de crédito, de vez em quando faz empréstimo pessoal, e vai levando a vida. Entretanto, mantém o nome limpo e ainda tem crédito.

2. Oscilante – A pessoa perdeu o controle da situação. Seus cheques já estão voltando, seu cartão de crédito está bloqueado, a mensalidade da escola dos filhos está atrasada e seu nome já está sujo na praça.

3. Kamikaze – A pessoa está nas trevas, totalmente endividada, nome sujo, sem cartão de crédito, sem talão de cheque, títulos protestados, carro penhorado, vive fugindo de oficial de justiça, ordem de despejo na rua, móveis da casa em leilão. Enfim, a pessoa vive um caos.

Antes de tudo, antes mesmo de falar sobre dívidas e como resolvê-las, é importante frisar que não adianta pensar em negociar uma dívida, sem antes entender a razão delas.

Capítulo: Considerações Finais

Chegamos ao final. Espero que você tenha identificado a origem dos seus problemas e possa já estar trabalhando em sua correção. Na verdade, nem sei se você tem problemas financeiros. Caso tenha, não imagino o tamanho deles. Porém, se comprou o livro, parto do princípio que você está em busca de algum tipo de ajuda. Assim, vamos lá.

O importante é não ter vergonha por dever. Entenda que problemas existem para serem resolvidos e, mais cedo ou mais tarde, todos são resolvidos. Sei que é um processo desgastante, muitas vezes humilhante. Mas, se estiver nesta situação, precisará de sangue frio para lutar. Não se desespere, não deixe pensamentos ruins dominarem sua mente, pois são entidades vivas e crescem de acordo com o alimento recebido.


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